sábado, 12 de abril de 2014

Lavagem cerebral nas novelas (2)

Caros,

Continuemos a reflexão sobre a apologia que se faz nas novelas para ideologia de gênero (e também aborto), iniciada no texto anterior. Algo que me chamou atenção, e que eu esqueci de ressaltar, então, é a forma como essas tramas das novelas mostram as personagens que praticam (ou querem praticar) os atos homossexuais, ou “escolher” o sexo que querem ter, ou com o qual querem viver, como grandes vítimas das estórias... é um dramalhão que parece não ter mais fim. Os autores os apresentam como se fossem grandes vítimas de uma sociedade opressora, que os quer impedir de se “realizarem” (sic)... senão, vejamos.

O personagem homossexual da novela anterior era mostrado como uma grande vítima do pai opressor, que não aceitava sua “opção” sexual; já este era apresentado com diversos desvios de conduta, para fazer crer que um pai que não concorda que o filho “escolha” o sexo com o qual quer viver, é um grande vilão... e o filho, um pobre coitado, vítima das maldades do pai. O personagem do pai poderia ser um homem com vida equilibrada e moralmente correta; mas se assim fosse, não serviria aos propósitos do autor, de fazer a cabeça do povo, jogando-o contra o personagem do pai. Não, o pai deveria ser um vilão, par fazer bem feito a lavagem cerebral nos telespectadores, da seguinte falácia: o filho que quer “escolher” o sexo, é a grande vítima; e quem se opõe a isso, é alguém mau, um grande vilão, um opressor.

Agora, nesta novela, a mulher que quer largar o marido por causa de outra, é também apresentada como uma grande vítima do marido opressor, que não aceita o envolvimento dela com a outra mulher. Ou seja, o marido é apresentado como alguém que tenta reprimir as “opções” sexuais da própria esposa; e ela, como uma grande vítima da opressão do marido, que, ao que parece, não deveria querer ou deixar de querer nada em relação à esposa, mas aceitar como um cordeirinho o que ela quiser fazer em termos de vida sexual...

Aqui vemos o veneno do discurso: essa estória de luta de classes – uma opressora e outra oprimida –, é conversa fiada do marxismo. Mas, acham que a maior parte do povo se dá conta disso? Coisa nenhuma! “Fazem tudo o que o mestre mandou”! Essa é a raiz venenosa da ideologia de gênero: luta de classes. Trata-se de uma ressurgência do ateísmo militante do marxismo. Quando todos pensam que ele sucumbiu com a queda do Muro de Berlin, e com a dissolução da antiga União Soviética, ele surge novamente, mas desta vez sorrateiro, mais diabólico do que nunca. Não mais através de golpes de Estado; mas se infiltrando nos costumes da sociedade, a fim de destruí-los.

A família, para eles, é a primeira grande injustiça: marido opressor, e esposa oprimida – como burguesia e proletariado. Lembramos bem dessa conversa fiada da época da escola, quando alguns professores metidos a revolucionários tentavam fazer a nossa cabeça para o socialismo/comunismo, apresentando-os como grandes utopias (sic). Então, o golpe deles agora é: destruir a família! Subverte-la! Acabar com a “opressão” (sic) entre marido e mulher; querer fazer da mulher um “outro homem”, com a não menos perversa ideologia feminista; acabar com a sexualidade natural (onde, ou se é homem, ou se é mulher), para perverte-la com sua ideologia de gênero, onda agora cada um nasceria sem definição sexual alguma (sic) – como seres assexuados – que podem (sic) escolher com que sexo (que eles chamam de gênero, para diferencia-lo do sexo natural) querem viver. Que grande loucura...

Mais uma vez alerto, o povo está sendo manipulado como gado sob jugo desses grandes manipuladores em nível mundial; e parece tão entorpecido, que não se dá conta!

Fiquemos atentos, todas as pessoas de boa vontade! Independentemente de religião, nessas horas todos nós de boa vontade precisamos estar unidos, contra essa ditadura de costumes que estão querendo nos impor! Está acontecendo em diversos países! Abramos os olhos!

PS: Quem lê esse meu texto, e conhece o Pe. Paulo Ricardo, reconhece que sou alguém que acompanha suas orientações, em seus textos e vídeos que tanto orientam sobre nossa fé; logo, nada mais justo que deixar isso claro.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Lavagem cerebral nas novelas


Caros,

Não é de hoje que percebemos a astúcia de grupos que tentam impor ideologias malévolas a diversos povos pelo mundo: ideologia de gênero, do aborto, contra o matrimônio e a família, e outras coisas semelhantes.

Façamos um exercício: procuremos nos lembrar de como eram as coisas há, digamos, 30 anos atrás, ou mais. Será que a população concordaria tão facilmente, como um cordeirinho, tanta imoralidade e amoralidade que se vê hoje em dia nas telas da TV...? Acredito que não; ainda que houvesse alguns grupos favoráveis à contra-cultura aqui e acolá, a grande maioria se sentiria chocada e afrontada. Mas, após anos a fio de imoralidades e amoralidades incutidas na mente das pessoas, em doses homeopáticas, agora (quase) todos parecem achar tudo muito normal: “grande irmão” com todo tipo de orgias, sendo filmado e transmitido para todo o país; militância abortista e gayzista; apresentadores de programas idiotizantes falando palavrões; e por aí vai. É como um veneno que vai sendo aplicado aos poucos, para não matar de vez: vai envenenando aos poucos, e as pessoas, sob torpor, aceitam tudo como gado sob jugo.

Me senti enojado ao passar, hoje, pelo canal da novela das oito – ainda que por pouco tempo –, e ver mais uma vez uma trama diabólica de militância gayzista. A novela tenta incutir na cabeça do povo, em mais uma dose – agora podemos dizer, não mais homeopática, mas “cavalar” –, que é normal uma mulher largar o marido para ficar com outra: apologia ao lesbianismo, militância gayzista, ideologia de gênero.

Quando grande parte do povo – que fica assistindo direitinho, toda noite, à lavagem cerebral dessas redes esgoto de TV, como gado sob o jugo deles, “fazendo o que o mestre mandou” –, achar tudo muito normal, é a hora de aprovar essas malditas leis que visam impor a toda nossa população, a ideologia de gênero. É isso o que está acontecendo.

Todas essas ideologias tratam-se, obviamente, de verdadeiros atentados à razão e à fé. A ideologia de gênero não sobrevive a uma simples análise da razão; senão vejamos: é uma verdade objetiva que, ou se é homem, ou se é mulher. Qualquer coisa fora disso é mentira e fanatismo ideológico: ninguém escolhe o sexo que quer ter, ou com o que quer viver. Chega a ser patético tentar defender uma ideologia assim... fanatismo.

Acolhimento respeitoso às pessoas que, por alguma razão desconhecida, tenham tendência homossexual; mas digamos um sonoro NÃO à militância gayzista, que visa destruir a pessoa e a família!

Caros, resistamos, dentro dos meios legais, a essa verdadeira ditadura que vem se impondo a nós. Sim, ditadura! Querem obrigar a todos a adotar a ideologia fanática deles, através de leis! E ai de quem não concordar, será um “fora da lei”! Mas pior seria ser um “sem moral”.

As ditaduras, antes eram impostas através de golpes de estado; agora vêm de forma sorrateira... olhos abertos!

 

Textos semelhantes, neste Blog:







 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Descoberta das ondas gravitacionais e a Teoria do Big Bang

Caros,

Quem tem acompanhado as notícias nos meios científicos, e de divulgação científica, já deve ter lido algo sobre a grande notícia recente (de 17/03 último), sobre a descoberta das ondas gravitacionais. Mas o que são ondas gravitacionais...? E o que isso tudo tem a ver com nosso interesse, em relação à fé – ou ao diálogo entre ciência e fé...?

Vejamos. Quem acompanha este Blog, deve ter lido já textos em que eu comento sobre a teoria do Big Bang, sua relação com a fé, criação, e sobre o Pe. Georges Lemaître, SJ, que propôs esta teoria na década de 1920. As ideias que deram origem à teoria do Big Bang foram propostas independentemente por dois cientistas: Aleksandr Friedman, um matemático russo, e Pe. Georges Lemaître, SJ, um padre belga, também cientista; sendo que este último insistiu contra a resistência inicial de Albert Einstein, e desenvolveu a ideia, fornecendo uma interpretação física para a solução das equações da então recente teoria da Relatividade Geral, proposta por Einstein poucos anos antes. A interpretação era a de que o universo estaria em expansão; logo, retrocedendo no tempo, chegaríamos a um instante inicial onde o universo teve início, uma singularidade – estado no qual toda a matéria e energia do universo (e também o espaço e o tempo!) estariam comprimidas em uma região ínfima (com volume tendendo a zero, densidade e temperatura tendendo a infinito)!

Toda a comunidade científica da época acreditava em um universo estacionário – ou seja, que não variava com o tempo (nem se expandindo, nem se contraindo) –, e eterno... Após a observação de Edwin Hubble em 1929, que comprovou que as galáxias estavam se afastando umas das outras, ficou confirmado que o universo estava em expansão... o Pe. Lemaître, SJ, estava correto! Einstein foi capaz de reconhecer isso.

Na década de 1960, foi observado também que o universo é permeado por uma Radiação Cósmica de Fundo de Microondas (RCFM), exatamente conforme previsto pela teoria do Big Bang! Logo após esta descoberta, o Pe. Lemaître, SJ, faleceu... Para maiores detalhes, sugiro uma lida no texto do Blog, “Pe. Georges Lemaître, SJ”.

Mas como surgiu esta radiação? Cerca de 380 mil anos após o Big Bang, a luz – que até então estava “presa” entre as partículas de matéria ionizada – passou a se propagar por todo universo; isso deve-se ao fato de que as partículas eletricamente carregadas passaram a unir-se em átomos neutros, deixando de interferir na luz. Devido à expansão do universo desde então, o comprimento desta luz dilatou-se, encontrando-se hoje na faixa de microondas. Esta RCFM foi medida anos depois em diferentes experimentos, que forneceram cada vez maiores detalhes acerca dela.

A teoria da Relatividade Geral explica a gravitação como distorções ou curvaturas no “tecido” do espaço-tempo, devido à presença de matéria; e prevê, da mesma forma, a existência de ondas gravitacionais – ondulações no espaço-tempo. Estas seriam semelhantes às ondulações que vemos na superfície de um lago, devido à queda de uma pedra (ou qualquer corpo). A existência de ondas gravitacionais prevê também que as órbitas de corpos celestes em torno de outros mais massivos (planetas em torno de estrelas, por exemplo), percam energia, com o passar do tempo, devido à emissão das ondas gravitacionais. Entretanto, por serem muito fracas, as ondas gravitacionais ainda não haviam sido detectadas diretamente. A única evidência era esta perda de energia, com a consequente modificação das órbitas, que fora verificada em pares de corpos muito massivos girando em torno uns dos outros.

Bem, indo agora direto ao assunto, cientistas observaram recentemente sinais das ondas gravitacionais “impressos” na RCFM. Como assim? A teoria prevê que as ondas gravitacionais ocorridas nos primeiros instantes do universo (antes de 10-32 s!), deveriam ter deixado sinais na RCFM, que surgiu depois; e tais sinais foram observados, da forma como haviam sido previstos! Interessante é que as observações mais antigas que podíamos ter até então, eram a partir dos 380 mil anos, quando surgiu a RCFM. As observações atuais, entretanto, referem-se aos instantes iniciais do universo, uma vez que as “marcas” das ondas gravitacionais destes instantes foram deixadas posteriormente na RCFM. Agora podemos “ver” o que aconteceu nos instantes iniciais do universo! A imagem a seguir ilustra o que foi comentado.


History of the Universe, de Yinweichen, de 27/03/2014.1

Ressalto que, para nós, a teoria do Big Bang nada tem de errado em relação à nossa fé; pelo contrário, ela fala de um instante inicial – que, para nós, é o momento da criação. A descrição científica e a narrativa Bíblica não interferem uma na outra; a primeira, nos fala de como o mundo teve início, enquanto a última nos revela verdades de fé – não visam ser descrições científicas da criação. Para nós, o que quer que a ciência diga, nossa fé continua a mesma – pois o que a ciência diz restringe-se a seu próprio campo de estudo, não o da fé. Mas como é bom ver uma notícia assim! Mais uma evidência do Big Bang!

Não esqueçamos: conjugamos ciência com fé; Deus é o criador de todas as coisas! E guia o homem nas descobertas das maravilhas de Sua obra! Cabe ao homem ter a humildade para reconhecer isto, e buscar sinceramente a verdade!


1 Vide mais informações sobre a imagem no seguinte link. Ressalto que seu uso não significa que autor endosse o meu texto.

Destino do homem: a possibilidade real da condenação eterna

Caros,

Li há alguns dias um trecho do pronunciamento do Papa sobre os mafiosos, em que ele diz: “Convertam-se: ainda é tempo para não terminar no inferno. É o que os espera se continuarem por este caminho”. É uma expressão bem dura, não é? O Papa disse claramente que o inferno é o que os aguarda, se não se converterem... Entretanto, apesar da dureza de sua palavra, todos nós podemos aproveitá-la para reflexão; ainda mais no tempo da Quaresma.

Sabem o que me inspirou a comentar sobre isso no blog? Duas coisas, basicamente: (1) A questão sobre o fim de todos nós: para onde iremos após o fim de nossa peregrinação terrena...? Em nossa fé, sabemos que não termina tudo por aqui...; (2) A questão acerca da busca pela verdade – tema tão caro à nossa reflexão neste blog, conforme vocês bem já sabem; nem vou citar novamente a frase do Beato João Paulo II em sua Carta Encíclica Fides et Ratio... acho que vocês já devem ter na memória, senão com as palavras exatas, ao menos o seu conteúdo.

Quanto à primeira questão, já comentei antes no blog sobre o fim de nossas vidas – nos textos “Morte Cristã: textos esclarecedores”, Fim do Mundo...?”, “Novos Céus e Nova Terra” e “Novos Céus e Nova Terra (2)”. Como disse, em nossa fé, sabemos que não termina tudo por aqui, e que deveremos prestar contas a Deus sobre o que aqui fizemos. A possibilidade da condenação eterna – ou inferno – é uma realidade que nossa fé atesta. Não é algo agradável, em princípio, ouvir falar sobre essa realidade... acabamos nos assustando; mas não adianta também “empurrar para baixo do tapete”, fingindo que não existe. Há passagens Bíblicas que atestam a realidade do inferno; assim como o Catecismo da Igreja Católica também fala sobre a possibilidade da condenação eterna. Logo, não adianta fugir; antes, devemos buscar sempre a conversão, e fugir das ocasiões de pecado, em particular, para não cair em pecado mortal... (vide Catecismo a respeito de morrer em pecado mortal... assusta, mas vale a pena ler).

Me lembrei de um ex-professor que, ao tentar nos acalmar no início da nossa pós, sobre a dificuldade das disciplinas que teríamos que cursar, disse: “No fim todo mundo passa...”. Um aluno que já tinha cursado as matérias, riu, quando eu lhe contei isso, e disse: “Não é bem assim...”. De fato, podemos dizer que, nos estudos, um aluno pode levar o curso de qualquer jeito, sem esforço, sem dedicação a fazer o que é certo (no caso, estudar), e achar que no fim todo mundo passa...? Isso faz sentido...? É verdade...? Por experiência, sabemos que não é verdade, claro! Mesmo quem nunca ficou reprovado, já viu colegas serem reprovados...

Mal comparando... quem acharia que dá para viver de qualquer maneira, e que no fim todo mundo se salva...? Claro que há a chance de conversão, mesmo no fim da vida! Mas ninguém sabe quando esse momento vai chegar... Logo, o mais sensato é manter-se em conversão, “fazendo o que é certo”, “se esforçando” para melhorar. A gente vê alguns por aí com essa mentalidade, como se a misericórdia Divina fosse “carta branca” para cada um aprontar todas, achando que, no fim, não vai dar em nada... Claro que Deus é misericórdia! Mas isso não significa que possamos “brincar” com Ele... levando a vida de qualquer jeito, arriscando a todo tempo a própria salvação, achando que Ele irá salvá-lo no último momento (como se a condenação eterna não fosse uma possibilidade real...); Ele pode salvar sim, mas se a pessoa não quiser, pode ir parar no inferno! A condenação eterna é uma possibilidade real, se uma pessoa não se cuidar, pode ser condenada sim.

Logo, para quem acha por aí que este novo Papa é mais “aberto”, “flexível” (e na cabeça dessa gente isso significa ser “bonachão”...), engano total... A gente vê a imprensa distorcer sua fala, insinuando por aí, por exemplo, que ele seria favorável à prática do homossexualismo... Ele nunca disse isso! Disse sim que, se um gay dissesse que quer seguir Jesus, quem seria ele para rejeitá-lo...? Mas disse também que a prática homossexual é pecado (essa parte, essa imprensa tendenciosa não esclarece...).

Nesse atual pronunciamento, o Papa deixa claro que uma pessoa pode ir parar no inferno sim, se não se converter e deixar sua vida de crime (que é o caso das pessoas a quem ele se referiu)! Quero ver a imprensa não católica alardear isso... ou seria duro demais para alardear...? Vai desfazer a imagem distorcida de “bonachão”, que eles querem colocar no Papa...

Aqui já esclarecemos também a segunda questão: dizer a verdade, doa a quem doer. Não adianta ser “suave”, para querer conquistar as pessoas; quando não se alerta sobre aquilo que é realidade, verdade, em nossa fé. A verdade, por mais que seja dura, é necessária. O Papa está alertando; melhor alertar com palavras duras e verdadeiras, a usar uma fala mansa, ocultando ou disfarçando a verdade... assim, ninguém se converte... porque, “no fim, todo mundo se salva...” (sic). Se ele não alertar, poderá ter que prestar contas disso; mas se ele alerta com a verdade, já fez a sua parte. Quem não quiser ouvir... aí, é com cada um...

Amigos: devemos buscar a verdade, sempre! Não nos contentemos com menos do que isso!


Até a próxima! Boa Quaresma! Boa conversão a nós!

terça-feira, 4 de março de 2014

Eutanásia infantil: mais um crime bárbaro aprovado!

Caros,

Temos acompanhado, nos últimos dias, notícias (aqui e aqui também) sobre uma famigerada lei para legalizar a eutanásia infantil, na Bélgica, sem limite de idade. Nossa esperança era a de que o rei não a sancionaria; mas, desgraçadamente, a última notícia publicada (em espanhol), mostra que ele a aprovou...

Há pouco tempo também, vimos uma notícia em que o Papa Francisco alertava sobre o dever moral de zelarmos pela vida, em todos os seus estágios, especialmente os mais frágeis; “(...)do ventre materno até o seu fim nesta terra”. Agora, contrastando, temos aquelas notícias tão horrendas, sobre o que se passa na Bélgica.

Parece que, não satisfeitos em promover o aborto e a eutanásia de adultos, agora querem eliminar também crianças, por meio desta barbárie que é a eutanásia infantil. Este crime não é novidade, conforme podemos constatar nas notícias; mas agora não há limite de idade; e, digamos a verdade: com ou sem limite de idade, trata-se sempre de algo hediondo.

Já na primeira notícia, vemos que um grupo de médicos, especialmente pediatras, reagiram energicamente à aprovação desta maldita lei. Vemos aqui, que os profissionais gabaritados para lidar com crianças, manifestaram-se veementemente contra a lei! Pouco tempo depois, surgiu outra notícia, de que fora entregue ao rei um documento com 210.800 assinaturas pedindo que não aprovasse a lei; a carta foi entregue por, entre outros, um médico doutor em medicina, especialista em cuidados paliativos e acompanhamentos na morte. Mais uma vez, a manifestação, seja de profissionais gabaritados no assunto, quanto de representantes da sociedade, em geral, contra a aprovação da lei.


Adiantou alguma coisa? Não! O rei, desgraçadamente, aprovou a legalização deste crime hediondo. Vemos se repetir a situação que temos visto em diversos países, onde aqueles que deveriam representar os interesses das populações, não o fazem! Ao contrário, representam seus próprios interesses, ou de terceiros, para a IMPOSIÇÃO destas leis que atentam contra a vida e a moral. Sim, imposição! Não representam seus povos!  Representam a quem, então...? Fica a pergunta no ar... Em parte, já temos a resposta: já sabemos de antemão, que ao diabo eles representam muito bem!

Papa: A importância da família

Caros,

Este texto não é tanto uma reflexão, mas visa à divulgação de notícias recentes da Igreja acerca do tema sobre a família. Já refletimos sobre isso em diversas outras ocasiões; por exemplo, os leitores podem acessar os textos do blog, intitulados “A família: marido, mulher e filhos” e “A Sagrada Família, e a importância da família”.

Há pouco tempo, ocorreu no Vaticano o Consistório Extraordinário, em que o Papa Francisco criou novos cardeais, que teve como tema a família. Como pudemos acompanhar em veículos de notícias sobre a Igreja, o Papa reiterou a importância da família para a sociedade, referindo-se à importância da família “(...)para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”. Destacou também como a família tem sido maltratada ultimamente; e também sobre como o “(...)Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra” [grifos meus], e sobre o fato de a família representar no mundo um “(...)reflexo de Deus, Uno e Trino”.

São verdades inegociáveis, mas é sempre bom lembrar. Até porque há essa “onda” por aí de simpatia ao Papa Francisco (por motivos equivocados), como se ele fosse mais flexível (sic) em relação ao seu predecessor, o Papa Emérito Bento XVI; conforme já refletimos anteriormente, em outros textos, há um número de pessoas “iludidas”, que acha que o Papa Francisco vai “abrir” isto ou aquilo na Igreja (referindo-se às suas aberrações quanto à ideologia de gênero, entre outras mazelas...). Pois bem: estas notícias põem por terra esses devaneios; o Papa não irá mudar nada, porque nossa fé não irá mudar, acerca desses temas de moral.

Cito o link para a notícia:
Em outra notícia, anterior, o Papa Francisco fala também da importância da família e da fidelidade matrimonial, e sobre os males que a afligem, no mundo de hoje. Comentou também sobre a importância de uma boa preparação e acompanhamento dos casais na vida matrimonial. Segue o link:


Boa leitura!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sugestão de leitura: Carta Encíclica Fides et Ratio

Caros,

Hoje resolvi divulgar, de uma forma diferente, uma leitura importantíssima para nós! Trata-se da Carta Encíclica Fides et Ratio, do Papa João Paulo II, de 1998. Este documento dá um bom embasamento para todo o nosso diálogo entre fé e razão – que abarca o diálogo mais particular entre ciência e fé.

A obra e uma imagem de seu autor, Beato (em breve, Santo) João Paulo II! 1

Trata-se de uma excelente aquisição! Para quem preferir acesso online, basta seguir este link na página do Vaticano.

Boa leitura!

(Acrescentado em 28/01/2014):
Textos relacionados, no blog: “Fé e Razão” e “Fé e Razão (2)”.


1 Para ver em maior detalhe, clique na figura.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Epifania: mais uma reflexão


Amigos,

Há pouco tempo, dia 06 – dia de Reis –, escrevi um texto no blog sobre a Epifania do Senhor, e sobre a Estrela de Belém e os Reis Magos. Ainda na Semana da Epifania, vamos refletir mais a respeito.

Nós havíamos celebrado a visita dos pastores a Jesus na manjedoura; eles, gente simples do campo, que tomavam conta do seu rebanho, receberam a grande graça de serem avisados pelos anjos de Deus sobre o nascimento do Senhor, e foram adorá-Lo. Isso dá uma boa reflexão, pois, os primeiros a tomarem conhecimento do Natal do Senhor, foram esses pastores, pessoas simples – não eram “letrados”. Não, eram pessoas que trabalhavam no campo, tocando seus rebanhos. Aqui lembramos de uma passagem dos Evangelhos, mais adiante, em que o próprio Jesus exulta no Espírito Santo, dizendo:

Lc 10,21: “(...) Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: ‘Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado’.”

Já os Reis Magos eram homens dados ao conhecimento. Levando em conta as devidas proporções, do conhecimento que se tinha à época, podemos dizer que eram homens de ciência. Observavam os céus, e tinham acesso às Escrituras. Mesmo pagãos – ou seja, não eram oriundos do povo escolhido –, sabiam que estava para nascer o Messias! Mas aqui vem uma “dúvida”... Não refletimos antes, sobre a passagem Bíblica acima, que o Senhor prefere os pequeninos aos sábios e inteligentes...? Então como os Reis Magos também tiveram acesso, de uma outra forma, à grande notícia do nascimento de Jesus, se eram homens dados aos estudos...?
La adoración de los Reyes Magos, Diego Velázquez, 1619, Museu do Prado.

Bem, a resposta é que, apesar de homens de ciência, eles também se fizeram pequeninos... O próprio Senhor os guiou através da Estrela de Belém, e eles foram adorar Jesus recém-nascido! Adorar é um culto que é devido somente a Deus; logo, os Reis Magos reconheceram que Jesus é Deus.

Quando lembramos também de grandes santos da Igreja que eram homens de vasto conhecimento – como Santo Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno, somente para citar dois exemplos representativos –, percebemos que a grande questão não parece ser possuir ou não conhecimento; ser estudioso; ou dotado de uma grande inteligência, até. Tudo isso vem de Deus, como dons! Estes foram grandes homens, não foram? Grandes santos! Mas, podemos dizer também que se fizeram pequeninos, conforme agrada ao Senhor.

O grande problema está em ser auto-suficiente... Achar que basta a si mesmo, não precisando de Deus; não reconhecer que, se tem uma inteligência privilegiada e ama tanto a busca pelo conhecimento, tudo isso vem de Deus.

O que importa mais não parece ser tanto o possuir ou não conhecimento; mas, independente de qualquer coisa, se fazer pequeno diante do Senhor, que é o Todo-poderoso, de quem provém todo o bem e toda a graça; e todos os dons ou talentos que recebemos – e fazê-los render!

Pois bem: Deus Se fez homem, e quis Se revelar a todos: aos pequeninos não “letrados”, como os pastores; e aos doutos que se fazem pequenos diante d’Ele, como os Reis Magos. Que maravilha! No texto anterior, refletimos que o Senhor quis Se revelar não somente ao povo escolhido de então (israelitas), mas também aos pagãos; hoje, refletimos mais ainda, que o Senhor ama a todos, e quer Se revelar a todos nós, “letrados” ou não, esperando que todos O reconheçam como o Senhor!

Que possamos então nos fazer sempre pequenos diante do Senhor! Dependentes de Sua graça!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Epifania: A Estrela de Belém e os Reis Magos


Amigos,

Hoje é dia de Reis, sendo que aqui no Brasil nós celebramos a Epifania ontem, Domingo. Foi o dia em que os Reis Magos encontraram Jesus na manjedoura, após terem seguido a Estrela de Belém. Do Evangelho de ontem (Mt 2,1-12), podemos destacar alguns trechos que falam da estrela:

Mt 2,1-2: “Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo’.”

Mt 2,9-11: “Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10 Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11 Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram.”
Adoração dos Magos, por Andrea Mantegna, entre 1460 e 1464.
 
Falando sobre a estrela. Há diversas versões sobre o que teria sido a estrela; poderia ter sido devido a um dentre diversos fenômenos naturais. Uma hipótese é de que teria sido uma conjunção de planetas – que poderia ter aparecido no céu como um objeto celeste de maior brilho; outras hipóteses seriam a de algum meteoro; ou algum cometa; ou ainda uma nova ou supernova. Cometa, nova ou supernova parecem eventos mais plausíveis, pois permanecem visíveis por mais tempo no céu.

Bem, de fato, parece não haver uma resposta definitiva para a explicação acerca do fenômeno natural que teria servido como guia para os magos. Mas é interessante notar como Deus pode agir de forma extraordinária, por vezes usando fenômenos naturais – da natureza a qual Ele mesmo criou! Porém, nem dá para saber se algum fenômeno natural de fato ocorreu, ou se teria sigo algo totalmente extraordinário!

O que mais importa é que os Reis Magos tinham origem em povos pagãos, que não faziam parte do povo escolhido (israelitas). Entretanto, tinham certo conhecimento de que nasceria o Messias, e estavam à Sua espera! Eram também homens que dedicavam-se aos estudos acerca da natureza – com o conhecimento de que se dispunha a época, claro.

Os reis magos representam todos nós, que não temos origem no povo judeu! Por vontade de Deus, Ele veio também para nós! Jesus quer levar Sua Boa Nova a todos, não somente àquele povo ao qual Deus vinha instruindo através da Lei e dos profetas; mas a todos nós! O que importa, independente da origem de cada um, é a nossa disponibilidade e abertura à Boa Nova, que é o próprio Cristo no meio de nós! E aqueles homens, apesar de sua origem pagã, buscaram insistentemente o Senhor e, quando O encontraram, O adoraram (vide Mt 2,11, transcrito acima). Assim, como diz São Paulo na Carta aos Efésios, na Liturgia de ontem (Ef 3,2-3.5-6):

Ef 3,6: “(...) os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho.”

Graças a Deus, que, em Seu amor e misericórdia, quis Se manifestar a todos os povos!

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Sagrada Família, e a importância da família


Amigos,

No último Domingo, celebramos a Sagrada Família. No mesmo dia pensei em escrever algo a respeito, pensando também na família, essa instituição tão importante e fundamental em nossa sociedade.
Holy Family with the Holy Spirit by Murillo, 1675-1682.
 
Antes de falar da Sagrada Família, quero comentar sobre a família sob o aspecto puramente social. Me lembro de ter ouvido em uma aula na graduação, em uma das matérias que tivemos da área de humanas – o que para nós, de exatas, acabava sendo um refrigério em meio às matérias da nossa área –, sobre a importância da família. Faço questão de citar isso, para enfatizar que a importância da instituição familiar não é assunto particular da Igreja, mas algo que importa à sociedade como um todo. Não era uma aula de religião; tampouco a professora era ligada à nossa fé. Mas, entre os comentários sobre relações humanas, foi dito que cada pessoa aprende a conviver com outras já na própria família; depois, vai ampliando as esferas de convivência nos outros círculos que vai formando: na escola, no lugar onde mora, e assim sucessivamente, por toda a vida. Durante a aula, a família foi descrita como a “célula básica da sociedade”, sendo a esfera mais fundamental onde aprendemos a nos relacionar. De fato! Quem poderia negar isso? Todos nós nascemos em uma família! Mesmo nos casos em que a família não é bem estruturada; ainda assim, todos nascem de uma família.

Agora, falemos sobre fé. A família faz parte do projeto de Deus para o ser humano. Vemos isso já em Gênesis, quando Deus diz: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18); e criou a mulher. Quando o homem avistou a mulher, exclamou de alegria: “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; (...)” (Gn 2, 23). Vemos a família como projeto de Deus também em outra passagem: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” (Gn 2,24). Vemos, com base nas Sagradas Escrituras, que a família é desejada por Deus para o ser humano, desde o início.

A família é tão importante para Deus, que, quando enviou Seu Unigênito, o fez nascer e crescer em uma família! O Unigênito se encarnou no ventre da Virgem Maria, pela ação do Espírito Santo (“Respondeu-lhe o anjo: ‘O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado filho de Deus’.”, Lc 1,35), e foi dado à luz. Foi cuidado, amamentado, educado, alimentado; “E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.” (Lc 2,52). Aprendeu o ofício do pai, São José; era submisso a seus pais (cf. Lc 2,51). Apesar da concepção de Jesus ter se dado sem a intervenção de São José – mas por ação do Espírito Santo, conforme já comentado –, Deus quis que seu Filho Único tivesse, na Terra, um pai. E São José, homem justo (cf. Mt 1,19), obediente ao Pai, atendeu ao Anjo de Deus que lhe revelara a missão dada à Virgem Maria, e a ele próprio: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.” (Mt 1,20).

São José foi declarado Patrono da Igreja pelo Papa Pio IX, em 08/12/1870, pois, se ele foi escolhido por Deus para cuidar do próprio Cristo – Cabeça da Igreja –, também cuida da Igreja – que é o Corpo de Cristo! São José cuidou de Jesus e da Virgem Maria, os dois maiores tesouros! Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nosso Redentor; e Nossa Senhora, Mãe de Deus! Que missão foi dada a São José!

Podemos pensar também na Santíssima Trindade, Deus Uno e Trino, um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, comunidade perfeita de amor!

Por tudo isso, podemos dizer que a família é uma instituição sagrada, pois é querida pelo próprio Deus! Peçamos a Deus que abençoe nossas famílias; e tenhamos na Sagrada Família o modelo de família!

Nos dias atuais, a família tem sofrido grandes ataques por parte de uma sociedade doente, com comportamento paganizado, e que, por isso mesmo, a odeia tanto e tenta destruí-la. Que possamos manter em nossas famílias os valores morais elevados que lhe são próprios.

Mas o que isso tem a ver com um blog que trata sobre ciência e fé? Simples. O mundo tem sido assolado por ideologias macabras que são, ao mesmo tempo, contrárias à fé e à razão. Uma é a ideologia de gênero – que diz que ninguém deve ser “prisioneiro” do sexo com o qual nasce, mas deve ser “livre” (sic) para escolher que sexo (que eles chamam de gênero, e que inclui não somente masculino e feminino, mas outros comportamentos bizarros) se quer viver. Outra é o aborto. Nenhuma das duas ideologias resiste a um simples exame da razão; e quanto à fé, são incompatíveis.

“Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!”


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- “Reflexões”;





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