domingo, 19 de abril de 2020

Divulgação: "Quem é o Homem do Sudário?"

Olá, caros leitores!

Venho divulgar um evento que ocorrerá hoje (19/04/2020), via internet, sobre o Santo Sudário. Será uma transmissão ao vivo com o Pe. Marcos Andre Santos e a Dra. Vera Tostes, conforme o cartaz abaixo. Será transmitido ao vivo, pelo Instagram, às 17 h.


A médica, uma das palestrantes realiza uma especialização em Estudos Sindônicos - relacionado ao Santo Sudário - no Istituto Scienza e Fede do Ateneo Pontificio Regina Apostolorum.

Não percamos esta interessante oportunidade!

sábado, 18 de abril de 2020

O Santo Sudário


Caros leitores,

O Santo Sudário é um tecido que, ao que tudo parece indicar, envolveu o corpo de Jesus quando Ele foi sepultado, pois traz imagens que coincidem com as descrições dos ferimentos no corpo de Jesus, devido à localização das manchas de sangue no tecido: os ferimentos nas mãos e pés, e do lado do corpo de Jesus.

Houve uma época em que um estudo com o Carbono-14, usado para datações, indicava a “idade” do Santo Sudário como sendo de uma época da Idade Média, o que acarretou certa dúvida sobre a autenticidade do Santo Sudário. Porém, mais tarde, outros estudos indicam que seja do Século I d.C. O problema da datação anterior deveu-se provavelmente devido a alguma interferência do ambiente.

Ainda hoje, estudos continuam a ser realizados, trazendo eventuais novidades.

Nossa fé é inabalável, porém como é interessante verificar que os estudos parecem cada vez mais confirmar a autenticidade do Santo Sudário. E como é impressionante visualiza-lo, com as imagens tão precisas!

As figuras a seguir mostram reproduções do Santo Sudário. A Fig. 1 mostra um detalhe do rosto, e o seu negativo à direita, onde a figura fica mais nítida. A Fig. 2 mostra o Santo Sudário completo, com o seu negativo mostrado na Fig. 3.



Fig. 1. Detalhe da imagem do rosto: à esquerda, a original (imagem em positivo), e à direita, em negativo.




Fig. 2. O Santo Sudário completo: à direita, a imagem da frente do corpo.



Fig. 2. O Santo Sudário completo, porém com as imagens em negativo justapostas: à esquerda, a imagem da frente do corpo.



Para saber mais:
- Barbet, Pierre, A Paixão de Cristo segundo o cirurgião, Ed. Cléofas e Ed. Loyola, 12ª edição, 2014.
- Divulgação[1] da Exposição “Quem é o Homem do Sudário?”, pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, ocorrida há alguns anos.

Para quem acompanha o blogue há mais tempo, já divulgamos, em diferentes momentos, exposições sobre o Santo Sudário, ocorridas no Rio de Janeiro, conforme pode ser visto em pelo menos duas postagens anteriores:



[1] Nesta matéria, é possível visualizar algumas imagens da Exposição, incluindo réplicas da coroa de espinhos e dos cravos.


Postagens mais acessadas

Olá!

Hoje quero compartilhar, com alegria, a lista das mensagens mais acessadas do blogue "Ciência e Fé"! Vejam:


E você, caro leitor, quais textos te despertaram mais interesse?

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Continue conosco, até o próximo texto, e aproveite para "navegar" mais pelo blogue!

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Os sofrimentos de Cristo durante Sua Paixão e Morte

Caros leitores,

A fé da Igreja atesta que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Divino, consubstancial ao Pai, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez carne: se fez homem, assumindo nossa humanidade em tudo, exceto no pecado, para nos resgatar. Logo, tendo assumido um corpo humano, Jesus também tinha as mesmas sensações que nós: frio, calor, dores, fome, sede,... Lembremos do período que Jesus passou no deserto, jejuando, antes de iniciar sua vida pública.

Em sua Paixão e Morte, Jesus passou por um grande sofrimento físico, devido à crueldade dos castigos que sofreu. Houve as chibatadas, a coroação com a coroa de espinhos, a ida ao calvário e a crucificação. As chibatadas, durante a flagelação, eram dadas com chicotes dotados de objetos contundentes e o/ou pontiagudos em sua extremidade, como pedaços de chumbo ou de ossos de animais, que chegavam a causar ferimentos não só na pele do castigado, como também ferimentos mais profundos.

A planta da qual os soldados teceram a coroa possui espinhos de grande tamanho e muito pontiagudos, que causam grande dor, particularmente a quem recebe uma coroa feita destes espinhos, cravada na cabeça... sem contar que os estudos indicam que a coroa teria tido um formato de "capacete", e não de arco, como comumente retratado.

Uma dica: o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, dá uma ideia de quão cruento foi o sofrimento de Jesus.

Consideremos também que Jesus, após ter sofrido enormemente durante a flagelação e a coroação de espinhos, teve que carregar a sua cruz até o calvário, e com as costas muito feridas, além da exaustão física.

O sofrimento de Jesus culminou com a crucificação, cujos efeitos no corpo humano são de uma crueldade sem tamanho. Pelo que indicam os estudos sobre o assunto, os cravos foram provavelmente pregados nos punhos e nos pés, nas regiões denominadas carpo e metatarso, respectivamente. Em ambos os casos, há espaçamentos entre os ossos, por onde é possível transpassar objetos como os cravos, sem quebra-los. Estas perfurações, entretanto, causam grande dores e contraturas musculares, uma vez que esgarçam os tendões nestas regiões.

A cruz é um suplício terrível, pois, o corpo, pendurado sob o próprio peso pelos braços, faz o tórax abrir-se, enchendo os pulmões de ar. O crucificado sofre por não conseguir expirar o ar, que se acumula nos pulmões, com maior concentração de gás carbônico, dificultando a troca gasosa necessária à vida: o efeito é a falta de oxigenação, ou seja, asfixia. Para conseguir trocar o ar dos pulmões, o crucificado precisava fazer grande esforço com os braços para erguer o corpo, e assim fechar o tórax, expirando, para inspirar ar novo em seguida. A falta de oxigenação causa também acúmulo de líquido na base dos pulmões; também causa contraturas musculares pelo corpo, devido à concentração de ácido carbônico nos tecidos.

Vale lembrar que Jesus pronunciou algumas palavras enquanto pendia da cruz. Para falar, Jesus precisava realizar o esforço descrito anteriormente; e o fez, inclusive, para pedir ao Pai que perdoasse seus algozes, porque não sabiam o que estavam fazendo...

Com o passar do tempo, tal tarefa tornava-se cada vez mais difícil, levando o crucificado a uma falta de oxigenação cada vez mais crítica, até que, não conseguindo mais respirar, acaba indo a óbito.

Após sua morte, Jesus teve o lado direito de seu peito transpassado por uma lança, que atingiu seu coração, fazendo jorrar sangue e água. Alguns poderiam perguntar por que o soldado perfurou o lado direito do peito de Jesus, se o coração fica ligeiramente mais à esquerda. Tratava-se de uma técnica que fazia parte dos treinamentos de guerra dos soldados Romanos, à época. Via de regra, nos combates, o oponente portava uma espada ou lança na mão direita, e um escudo na esquerda, o que dificultava atingir o peito do oponente. Logo, os soldados Romanos eram treinados a manejar a espada ou lança de modo a atingir o coração do oponente, a partir de um golpe do lado à sua esquerda, e portanto, do lado direito da vítima, livre do escudo.

Bem, considero que este texto seja de caráter introdutório sobre o assunto, o que, para muitos, pode ser o suficiente. O texto abrange, em linhas gerais, diversos aspectos sobre o sofrimento de Jesus, durante sua Paixão e Morte. Pretendo, conforme minhas possibilidades, discorrer mais sobre um ou outro tópico.

Alguém poderia, ainda, argumentar: é tão difícil ler sobre os sofrimentos de Jesus, algo tão cruento! Bem, que sirva para nos mostrar, talvez mais claramente, o amor d’Ele por nós, que foi levado às últimas consequências. Que poderemos, nós, retribuir ao Senhor Deus...?

Até o próximo texto, e Santa Páscoa a todos!

Para saber mais:
- Barbet, Pierre, A Paixão de Cristo segundo o cirurgião, Ed. Cléofas e Ed. Loyola, 12ª edição, 2014.
- Divulgação[1] da Exposição “Quem é o Homem do Sudário?”, pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, ocorrida há alguns anos.






[1] Nesta matéria, é possível visualizar algumas imagens da Exposição, incluindo réplicas da coroa de espinhos e dos cravos.


Obs.: Texto modificado em 13/04/2020.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

O jejum, sob os pontos de vista da fé e da ciência (Parte 1)


Caros leitores,

Hoje, Sexta-feira da Paixão, vamos tratar sobre o jejum, prescrito pela Igreja na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão, junto com a abstinência de carnes (Cân. 1251). O jejum ou a abstinência/mortificação (=sacrifício) podem também ser feitos voluntariamente em outras ocasiões – com exceção dos Domingos, dia da Ressurreição do Senhor, e de outras solenidades. Porém, nestes dois dias do ano – Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão –, o jejum e a abstinência de carnes são prescritos, sendo, assim, preceito da Igreja, ou seja: são obrigatórios. Além disso, o Código de Direito Canônico1 também prescreve abstinência de carnes todas as sextas-feiras, excetuando-se solenidades (Cân. 1250-1251).

Qual o sentido do jejum e da abstinência? Do ponto de vista da fé, são gestos de amor a Deus, em que nos unimos a Cristo em seus sofrimentos e sacrifício. Por isso mesmo, são realizados neste dia da Paixão do Senhor; assim como no início da Quaresma, período que remete aos quarenta dias que Jesus passou no deserto, antes de iniciar sua vida pública.

Há diferentes propostas de jejum e abstinência, algumas mais rigorosas, outras menos. Porém, aquelas prescritas pela Igreja – que devem ser feitos exatamente desta forma –, consistem em:

- Jejum: apenas uma refeição completa no dia, e algum alimento em até dois momentos no dia. Deve ser realizado por pessoas dos 18 aos 59 anos de idade (Cân. 1252).

- Abstinência de carnes: abster-se de carnes de sangue quente, sendo permitido, portanto, alimentar-se de peixes. Deve ser realizado dos 14 anos de idade, por toda a vida (Cân. 1252).

Ou seja: para o jejum, a pessoa escolhe apenas uma das refeições (café da manhã, ou almoço, ou jantar) para ser a refeição completa; e faça as duas outras de forma reduzida.

Um segundo benefício espiritual do jejum e da abstinência é que podemos exercitar a continência, ou seja, aprendemos a conter nossos impulsos que, como bem sabemos, se descontrolados, podem nos levar a muitos males, sejam físicos ou espirituais. Citemos como exemplos, os impulsos no comer, no falar, no temperamento e na sexualidade: quantos males advêm da incontinência nestas áreas...

Às outras sextas-feiras do ano, a Igreja também prescreve a abstinência de carnes. Porém, a Conferência Episcopal local pode decidir comutar esta abstinência por outras formas de mortificação, orações ou gestos de caridade (Cân. 1253).

Quanto à abstinência de carnes, lembremos que, como se trata de uma mortificação, a preferência deve ser por refeições simples: nada de banquetes, ainda que seja de peixes...

Na parte 2, tocaremos na questão do jejum, do ponto de vista científico.
Até o próximo!


1 Código de Direito Canônico – Promulgado por S.S. Papa João Paulo II, 1983, disponível online.

Transubstanciação: A Presença Real de Cristo na Eucaristia


Caros leitores,

Na Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. Na Santa Ceia, Jesus instituiu a Eucaristia, quando pronunciou: “Tomai e comei, isto é meu Corpo” (Mt 26,26; também em Mc 14,22), “Bebei dele todos, 28porque isto é meu sangue [...]” (Mt 26,27-28; também em Mc 24). Jesus não disse que o pão e o vinho O “representavam”, ou que seriam uma mera lembrança d’Ele. Jesus disse “isto é”: logo, causa finita. Jesus disse também aos Apóstolos: “[...] Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19), e por isso, há dois milênios, temos a santa missa, celebrada pelos sacerdotes católicos.

Para entendermos questões de fé, precisamos estar atentos a certos termos que, em nosso dia-a-dia, podem ter significados diversos daqueles que são usados para nos ensinar matérias de fé. Primeiro: quando Jesus manda fazer “memória”, este termo nada tem a ver com uma simples lembrança; fazer memória significa “tornar novamente presente o mistério”; quando um sacerdote pronuncia as palavras de Jesus, na Consagração, o mistério da Instituição que Jesus realizou torna-se presente no nosso “hoje”: é o próprio Jesus falando através do sacerdote, que celebra in Persona Christi. O segundo termo que devemos entender à luz da fé é “substância”: quando a Igreja fala na “Transubstanciação”, para afirmar que o pão e o vinho tornam-se Corpo e Sangue de Cristo, não está se referindo a “substância química”; “substância”, aqui, tem o significado de “essência”. Ou seja: a aparência (e a química) do pão e do vinho continuam as mesmas, porém, sua essência agora é: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

A Palavra de Cristo basta, porque Ele é digno de toda a autoridade e confiança. Porém, interessantemente, Deus realizou milagres Eucarísticos ao longo da história da Igreja. Tratemos sobre este assunto, porém, em textos subsequentes.

Bom Tríduo Pascal a todos!

domingo, 5 de abril de 2020

Texto publicado na Edição digital do Jornal "Ecos de Lourdes"

Caríssimos!

Informo que o texto deste mês, para o Jornal "Ecos de Lourdes", da Basílica Nossa Senhora de Lourdes, já foi publicado em meio digital! Para ler o texto, acesse o link:


que também consta no site da Basílica.

Na página do Jornal, deslize o cursor para baixo, até a Seção "Colunas", onde está a Coluna "Ciência e Fé".

Alternativamente, o leitor pode acessar a Edição atual e outras anteriores, em formato PDF, através do menu no topo da página.

Boa leitura!

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Vida Sim, Aborto Não! (texto publicado no Jornal)


Caros leitores!

Conforme notícia de janeiro de 2019, temos publicado no Jornal paroquial Ecos de Lourdes, da Basílica Nossa Senhora de Lourdes, textos baseados neste blogue. Estamos também publicando os textos novamente aqui, após as publicações no Jornal, para fins de divulgação: dos textos, do blogue e do Jornal. Em princípio, a ideia é publicar novamente na ordem cronológica em que foram publicados lá.

Vamos relembrar os textos da Coluna "Ciência e Fé" do Jornal Ecos de Lourdes, que foram publicados novamente aqui no blogue. O primeiro texto publicado no Jornal foi o que deu origem à sua Coluna: "Ciência e Fé", de maio de 2018. O segundo texto da Coluna também foi publicado aqui: "Idade Média: Idade das trevas?", de junho de 2018. Foram publicados também dois outros textos, fora da ordem cronológica, à época, devido a proximidades com os Tempos litúrgicos de Natal e Pascal: "A Estrela de Belém e os Reis Magos", de janeiro de 2019, e: "Morte e Ressurreição de Jesus", de junho de 2019.

Agora publicamos novamente o terceiro texto da Coluna do Jornal: "Vida Sim, Aborto Não!", de julho de 2018. Segue o texto. Boa leitura!

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Temos visto o avanço de ideologias contrárias à nossa fé, na tentativa de minar nossos valores mais preciosos, como: a vida humana, a família e, em última análise, Deus mesmo. Uma das linhas de ação destes ideólogos tem sido a tentativa de implantar o aborto em diversos países; tendo sido bem-sucedidos em alguns casos, infelizmente.

Cabe, portanto, anunciar a verdade de forma clara, afirmando que o início da vida humana se dá na concepção. Os argumentos sobre a fé, que são importantíssimos, podem ser, para nós, suficientes para defendermos a vida humana desde seu início até a morte natural. Porém, os ideólogos poderiam argumentar que a fé seria matéria de adesão voluntária de cada um, logo bastaria que eles se declarassem não cristãos para não serem obrigados a aceitar nossos argumentos em defesa da vida. Vejamos, então, os argumentos do lado da ciência, que não dependem da adesão voluntária de ninguém.

Cito um cientista, já falecido, Dr. Jerôme Lejeune, descobridor da causa genética da Síndrome de Down, em 1958, – entre outras descobertas. Este cientista – que se encontra em processo de beatificação –, aliava conhecimento à ética e à moral, e sempre afirmou o óbvio: a vida humana inicia na fecundação. Vejamos suas próprias palavras:

“[...] a vida humana começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com os 23 cromossomos femininos, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco da vida.”

“Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele.”

Ou seja, a partir do momento da fecundação, ocorre todo o desenvolvimento humano, no útero materno, até o nascimento, e por toda a vida!

Além disso, nossa fé atesta que Deus nos cria à sua imagem e semelhança, infundindo em nós uma alma espiritual imortal. A vida humana é preciosa! Só Deus dá a vida, e só Ele pode chamar alguém de volta à sua presença.

Esqueçamos o veneno dos ideólogos, que tentam alegar que um embrião, até certa época, não seria vida humana. Isto não encontra nenhum respaldo, nem na ciência, muito menos na fé! Trata-se de uma agenda ideológica apoiada por grupos estrangeiros, com investimento pesado, para impor tais aberrações pelo mundo afora. Disto, faz parte também a contracepção, a ideologia de gênero, a eutanásia, a tentativa de destruir o matrimônio e a família, entre outros males. Porém, estes assuntos podem ficar para outros textos.

Estejamos sempre em prontidão na defesa da vida humana, e na mobilização contra a aprovação e leis contrárias à vida e à moral.

Carlos Alexandre F. Jorge,
Integrante do Coral Opus.

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Obs. 1: A assinatura ao fim do texto reproduzido consta da publicação no Jornal paroquial "Ecos de Lourdes", para o qual é solicitado identificar a pastoral ou grupo ao qual pertence o autor do texto (à época, eu integrava apenas o Coral Opus).


segunda-feira, 30 de março de 2020

Publicação na versão digital do Jornal "Ecos de Lourdes"

Caros leitores do blogue,

Conforme já comunicado anteriormente, o Jornal "Ecos de Lourdes", da Basílica Nossa Senhora de Lourdes, tem publicado mensalmente textos do autor deste blogue, desde maio de 2018. Neste próximo mês, devido às restrições colocadas pelas autoridades frente à pandemia do Covid-19 (Corona vírus), a edição será apenas em meio digital. Portanto, para ler o texto da Coluna "Ciência e Fé", somente acessando o Jornal via:


também acessível a partir do site da Basílica.

Boa leitura! Ajude a divulgar o blogue e também o Jornal.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Padres médicos: homens que zelam pela alma e pelo corpo


Caros leitores,

Vejam que interessante notícia! São histórias de dois padres, na Itália, que também são médicos, e também cuidam dos doentes, exercendo a medicina. Que maravilha!

Pe. Alberto Debbi, de 44 anos, formou-se em medicina antes de ingressar no seminário. Tendo chegado a exercer a medicina antes de ser ordenado sacerdote, agora volta a exercer antiga profissão, auxiliando seus colegas no atendimento ao elevado número de vítimas do Corona vírus.

O outro caso, é do Pe. Fabio Stevanazzi, de 48 anos que, tendo exercido a medicina durante dez anos, voltou a exerce-la após ordenado sacerdote, a pedido de seu Bispo, na África (Etiópia e Tanzânia).

Como são insondáveis os mistérios de Deus!

Vejam a notícia no seguinte link.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Em tempos de pandemia: fé e prudência (2)


Amigos,

Em continuação ao texto anterior, resolvi tecer mais um comentário, que tinha deixado de fora antes.

Mais uma vez, reforçando o que já foi escrito: usemos a fé e a razão em conjunto. A fé nos ajuda a não entrar e desespero ou pânico com a pandemia, a razão nos leva a sermos racionais o suficiente para seguirmos as orientações das autoridades de saúde, ou das diferentes esferas de governos. Fé e razão: confiança em Deus e prudência.

Não é razoável para nós, que professamos fé, entrarmos em desespero (=falta de esperança). Tampouco, podemos ter uma fé ingênua que nos leve a nos arriscarmos, porque “Deus irá nos socorrer”. Faz parte de nossas ações, evitarmos o perigo: Deus nos deu capacidade para raciocinarmos e evitarmos o perigo, tanto físico quanto espiritual. Lembremos das tentações que Jesus sofreu no deserto, conforme o Evangelho que ouvimos no Primeiro Domingo da Quaresma, particularmente desta:

Mt 4,5-7: “5 Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, 6 e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’ ”. 7 Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’ ””

Ou seja: o fato de termos fé em Deus, não significa que iremos arriscar nossa vida (esta ou a vida externa), desnecessariamente[1], achando que Deus irá nos socorrer, o que quer que façamos. Logo, não podemos colocar nossa saúde em risco, achando que Deus irá nos proteger mesmo assim. Não que Ele não nos proteja, mas também nos deu inteligência o suficiente para sabermos que devemos preservar nossa saúde física e nossa vida (seja esta ou a futura).

Portanto, façamos a nossa parte, seguindo as orientações das autoridades, e continuemos em oração, pedindo ao Senhor que nos livre desta praga.

Podemos também aproveitar a quarentena para nos aprofundarmos na Quaresma, com orações e outros exercícios espirituais.



[1] Estão excluídas as pessoas que atuam diretamente na contenção, diagnóstico e tratamento da doença.

sábado, 14 de março de 2020

Em tempos de pandemia: fé e prudência


Amigos,

Estamos vivendo um momento de “tempestade”, devido à pandemia do Corona vírus. O que fazer? A solução é equilíbrio: nem pânico, nem negligência; mas sim fé e prudência.

Pânico e desespero não são atitudes de quem tem fé, nem racionais; a palavra “desespero” significa, literalmente, falta de esperança. Nós somos pessoas que professam a fé no Deus vivo. Logo, nada de desespero. Porém, ser negligente com a pandemia também não é uma atitude condizente com nossa fé. A fé não dispensa que estejamos atentos às orientações transmitidas pelos profissionais e serviços de saúde, e pelas autoridades constituídas, nas diversas esferas.

Não é a primeira vez que a humanidade é assolada por pragas. Ao logo da história, houve outros casos gravíssimos, como a Peste Negra e a Gripe Espanhola. Mais recentemente, tivemos a Gripe Aviária e a Gripe Suína. Porém, o atual vírus tem se mostrado muito preocupante, devido à velocidade com que tem se disseminado por diversos países, e pela velocidade de alastramento dentro de uma população local que, em dado momento, leva a um crescimento abrupto do número de infectados, caso não sejam tomadas as medidas preventivas necessárias. A preocupação é real e justa. Porém, o pânico, não.

De outra parte, é uma demonstração também de fé – e de bom uso da razão – seguir, com equilíbrio e sobriedade, as orientações necessárias para precaução, conforme transmitidas por autoridades, sejam da área de saúde, ou governamentais. Lembremos que a própria Igreja orienta que os médicos (extensivo aos diversos profissionais de saúde) são uma bênção para nós. Vejamos:

Eclo 38,1-15: “1 Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o Altíssimo quem o criou. 2 (Toda a medicina provém de Deus), e ele recebe presentes do rei: 3 a ciência do médico o eleva em honra; ele é admirado na presença dos grandes. 4 O Senhor fez a terra produzir os medicamentos: o homem sensato não os despreza. 5 Uma espécie de madeira não adoçou o amargor da água? Essa virtude chegou ao conhecimento dos homens 6 O Altíssimo deu-lhes a ciência da medicina para ser honrado em suas maravilhas; 7 e dela se serve para acalmar as dores e curá-las; o farmacêutico faz misturas agradáveis, compõe unguentos úteis à saúde, e seu trabalho não terminará, 8 até que a paz divina se estenda sobre a face da terra. 9 Meu filho, se estiveres doente não te descuides de ti, mas ora ao Senhor, que te curará. 10 Afasta-te dos pecados, reergue as mãos e purifica teu coração de todo pecado. 11 Oferece um incenso suave e uma lembrança de flor de farinha; faze a oblação e uma vítima gorda. 12 Em seguida dá lugar ao médico, pois ele foi criado por Deus; que ele não te deixe, pois sua arte te é necessária. 13 Virá um tempo em que cairás nas mãos deles. 14 E eles mesmos rogarão ao Senhor que mande por meio deles o alívio e a saúde (ao doente) segundo a finalidade de sua vida. 15 Aquele que peca na presença daquele que o fez, cairá nas mãos do médico.”

Destaquemos também, na passagem Bíblica acima, a orientação que nos é dada para dirigirmos orações a Deus, em situações de doença; assim como, também, a necessidade de conversão e abandono dos pecados.

Logo, resumindo o que devemos fazer:

Ter fé em Deus, o que nos deve levar a dirigir-Lhe preces, com plena confiança, e nos deve levar também a um movimento de conversão a Ele. Por outro lado, devemos também confiar e seguir as orientações médicas e de saúde pública, para que possamos evitar e superar os problemas causados pelas doenças; por esta, em particular.

Deus nos ajude a superar esta praga. Rezemos, e façamos o que estiver ao nosso alcance.


Textos anteriores do blogue, relacionados:

sábado, 8 de junho de 2019

Morte e Ressurreição de Jesus (texto publicado no Jornal)

Caros leitores do blogue!

Conforme comentamos em janeiro deste ano, temos publicado textos sobre ciência e fé, e assuntos relacionados, no Jornal paroquial Ecos de Lourdes, da Basílica Nossa Senhora de Lourdes. Pretendemos também publica-los novamente aqui no blogue, após as publicações no Jornal, em princípio, na ordem cronológica em que foram publicados. Porém, neste caso, como o assunto está relacionado à Pascoa, está sendo publicado novamente logo após sua publicação no Jornal de maio último.

Segue o texto. Boa leitura!

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Caros leitores, este tema é muito apropriado a esta coluna, sobre o diálogo entre ciência e fé. Vejamos. No Credo, destaquemos a seguinte parte, que se refere a Jesus: “(...)padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus(...)”. Ou seja: Jesus realmente morreu e ressuscitou. Se não acreditássemos em sua morte, não poderíamos crer na sua ressurreição.

Lembremos de Maria Madalena, que viu Jesus ressuscitado quando fora até o seu túmulo (Mc 16,9-15 e Jo 20,11-18). Ela não O reconheceu logo; achando que se tratasse do jardineiro, perguntou se ele havia tirado dali o corpo de seu Senhor... Ela só reconheceu Jesus quando Ele a chamou pelo nome. E, ao dar a notícia aos Apóstolos, estes não creram logo nela. Lembremos também do encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús, que também não O reconheceram num primeiro momento, tendo um deles até repreendido Jesus (sem saber que se tratava d’Ele), por ter perguntado o que iam conversando pelo caminho... Só O reconheceram ao partir o pão. Há ainda São Tomé, que não acreditou no testemunho dos Apóstolos, até ver e tocar as chagas de Jesus ressuscitado (Jo 20,24-29). Em outro momento, Jesus chegou mesmo a comer com seus discípulos (Lc 24,35-42 e Jo 21,1-14).

Destas passagens, vemos que os discípulos de Jesus tinham a certeza de sua morte. Vemos também que Jesus não era um fantasma (como Ele mesmo disse a São Tomé), pois um fantasma não tem corpo. E São Tomé nos dá o testemunho da realidade do corpo glorioso de Jesus! Vejamos o que diz o Catecismo:

CIC 645: “Jesus ressuscitado estabelece com seus discípulos relações diretas, em que estes o apalpam e com Ele comem. Convida-os, com isso, a reconhecer que Ele não é um espírito, mas sobretudo a constatar que o corpo ressuscitado com o qual Ele se apresenta a eles é o mesmo que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas de sua Paixão. Contudo, este corpo autêntico e real possui, ao mesmo tempo, as propriedades novas de um corpo glorioso: não está mais situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa à terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai. Por esta razão também Jesus ressuscitado é soberanamente livre de aparecer como quiser: sob a aparência de um jardineiro ou ‘de outra forma’ (Mc 16,12), diferente das quais eram familiares aos discípulos, e isto precisamente para suscitar-lhes a fé.”

CIC 643: “Diante desses testemunhos é impossível interpretar a Ressurreição de Cristo fora da ordem física e não reconhecê-la como um fato histórico. (...)os discípulos (...)não creram de imediato na notícia da ressurreição. Longe de nos falar de uma comunidade tomada de exaltação mística, os Evangelhos nos apresentam os discípulos abatidos, ‘com o rosto sombrio’ (Lc 24,17) e assustados. (...)Por isso, a hipótese segundo a qual a ressurreição teria sido um ‘produto’ da fé (ou da credulidade) dos apóstolos carece de consistência. Muito pelo contrário, a fé que tinham na Ressurreição nasceu – sob a ação da graça divina – da experiência direta da realidade de Jesus ressuscitado.”

Ou seja: não foram os discípulos que quiseram acreditar; eles passaram a acreditar porque viram e viveram a experiência de Cristo ressuscitado! A ordem dos fatos é inversa. Tenhamos sempre claro que a ressurreição de Jesus é fato verdadeiro, sem a qual vã seria a nossa fé (I Cor 15, 12-14).


Carlos Alexandre F. Jorge,
Regente do Coral Santa Bernadette e
integrante do Coral Opus.

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Obs.: A assinatura ao fim do texto consta da publicação no Jornal paroquial “Ecos de Lourdes”, para a qual é solicitado identificar a pastoral ou grupo ao qual pertence o autor do texto.

Textos relacionados, no blogue:





terça-feira, 28 de maio de 2019

Datas especiais em maio de 2019

Caros leitores do blogue!

No mês de maio deste ano temos uma feliz coincidência de datas importantes! Dia 24 de maio é a data da morte de Copérnico, clérigo, que trouxe à tona a discussão a respeito da teoria que melhor explicaria a dinâmica do nosso Sistema Solar

Além disso, em 29 de maio de 2019, faz cem anos da observação astronômica realizada em Sobral, Ceará, que comprovou de forma inequívoca uma predição da teoria da Relatividade Geral, de Einstein, que havia sido proposta poucos anos antes; e esta observação foi realizada em terras brasileiras! Cabe lembrar, também, de outra consequência da teoria da Relatividade Geral: a expansão do universo e a teoria do Big Bang, proposta pelo Pe. Georges Lemaître, SJ, também cientista.

Claro que estas datas não podem passar em branco, neste blogue, dada a importância destes fatos para o diálogo entre ciência e fé! Publicarei novamente alguns dos textos do blogue relacionados a estes temas.

Boa leitura, e boas comemorações!


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Idade Média: Idade das trevas? (texto publicado no Jornal)


Caros leitores!

Conforme divulgamos em 13 de janeiro de 2019, temos publicado textos relativos ao assunto sobre o diálogo entre ciência e fé, e outros temas correlatos, no Jornal paroquial Ecos de Lourdes. Sempre agradecendo pela oportunidade, reproduzimos aqui o segundo texto publicado neste Jornal, em junho de 2018.

Sugerimos também acessar o link do Jornal, onde sua versão eletrônica pode ser consultada.

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Não, de forma alguma podemos afirmar que a Idade Média seja a “Idade das trevas”. Este “refrão” é propagado por pessoas contrárias à Igreja Católica. Alguns, ainda, repetem simplesmente o que ouviram, sem uma verificação mais cuidadosa.

A Idade Média foi efervescente em desenvolvimento intelectual, científico e artístico/cultural. No Século V, com a queda do Império Romano, o continente Europeu poderia ter sido devastado pelos bárbaros, não fosse a atuação da Igreja. Monges resguardaram muito da cultura da Antiguidade, e do conhecimento dos antigos filósofos que, do contrário, teriam sido perdidos. Nos Mosteiros, escritos antigos eram reproduzidos pelos monges copistas.

Entretanto, novos conhecimentos foram também produzidos nestes ambientes, onde o estudo era valorizado. Nesta época, muitos cientistas eram homens da Igreja, e ciência era produzida também dentro dos mosteiros.

Durante a Idade Média, a Igreja Católica deu origem às universidades, onde os estudos não se restringiam a filosofia e teologia, mas envolviam diversos campos do conhecimento. Se, hoje, nós temos as universidades, somos gratos à Igreja.

Neste período, monges se encarregaram de organizar o canto para a liturgia, a partir do conhecimento musical que havia desde a época das sinagogas: surgia o canto Gregoriano. A partir dele, novas formas musicais tiveram origem, resultando na polifonia, nas orquestras, e na música que hoje conhecemos.

Todos nós também já vimos imagens de catedrais, que representam bem a Idade Média. Foram construídas sem a tecnologia de que dispomos atualmente, e ainda hoje sua beleza e harmonia refletem a grandeza de Deus.

Quanta produção de conhecimento e cultura: nas ciências, na música, na arquitetura, nas artes em geral! Podemos afirmar que a Igreja Católica foi a construtora da civilização ocidental. Tudo isso ocorrido durante a Idade Média. Como alguém pode denomina-la “Idade das trevas”? Tal afirmação não se sustenta, à luz dos fatos históricos. Como vimos no texto anterior, de maio de 2018, há quem coloque a Igreja contra a ciência, o que já vimos ser falso. Há quem denomine a Idade Média “Idade das trevas”, ideia também falsa. Esqueçamos os preconceitos, e busquemos sempre a verdade. Como disse o Senhor: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Carlos Alexandre F. Jorge,
Integrante do Coral Opus.

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Obs.: A assinatura ao fim do texto consta da publicação no Jornal paroquial “Ecos de Lourdes”, para a qual é solicitado identificar a pastoral ou grupo ao qual pertence o autor do texto (à época, eu integrava apenas o Coral Opus).

(Corrigido em 29/05/2019: data da publicação deste texto no Jornal Ecos de Lourdes, em junho de 2018).



terça-feira, 26 de março de 2019

Franciscano, Professor de Ciências, ganha Premiação como Melhor Professor do Mundo

Caros leitores,

É com imensa alegria que compartilhamos esta notícia neste blogue! Vejamos o caso. Trata-se de um religioso da ordem Franciscana, professor de ciências (matemática e física). O Irmão Peter Tabichi atua em uma região pobre do Quênia, carente sob diversas aspectos, inclusive carente de condições adequadas ao ensino.

O religioso promove o ensino de ciências como forma de dar oportunidades às crianças carentes daquela região. Iniciativas como um "clube de fomento a talentos" e um "clube de ciências", na escola onde atua, levaram seus alunos a elaborarem projetos de pesquisa, sendo que 60 % destes foram considerados aptos a participar de competições nacionais, junto a outros alunos das melhores escolas do país.

A premiação, Global Teacher Prize, é promovida pela Fundação Varkley. O prêmio de um milhão de dólares será revertido à sociedade, conforme relata o religioso; lembremos que religiosos fazem votos de pobreza (além dos votos de obediência e castidade), logo, colocam tudo o que recebem à disposição de sua comunidade, não retendo para si nenhum bem privado.

Seus alunos estão atualmente se preparando para participarem da Feira Internacional de Ciência e Engenharia INTEL 2019.

Conforme uma declaração do religioso à BBC: "Os jovens da África já não serão mais barrados pela falta de expectativas, a África produzirá cientistas, engenheiros, empresários cujos nomes serão um dia famosos em todos os cantos do mundo. E os jovens serão uma parte importante desta história".

Segue um vídeo sobre o Ir. Peter Tabichi , do canal Global Teacher Prize 2019 Top 10 Finalist:


Um religioso, dos dias atuais, com atuação relacionada a ciência, e que promove divulgação e ensino a crianças de regiões carentes.

Até a próxima postagem, se Deus quiser!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Ciência e Fé (texto publicado no Jornal)

Caros leitores!

Conforme a postagem de 13 de janeiro último, temos publicado textos sobre "Ciência e Fé" e temas correlatos no Jornal paroquial: "Ecos de Lourdes", da Basílica Nossa Senhora de Lourdes, no Rio de Janeiro, desde maio de 2018. Gratos pelo convite, temos buscado colaborar com publicações, a cada mês, desde então.

No mesmo dia 13 de janeiro, reproduzimos um texto publicado antes no Jornal "Ecos de Lourdes", com o Título "A Estrela de Belém e os Reis Magos", aproveitando ainda o tempo Litúrgico do Natal.

Reproduzimos, agora, o primeiro texto publicado no Jornal "Ecos de Lourdes", em maio de 2018, que teve o título "Ciência e Fé", um texto introdutório à coluna.

Segue também o link do Jornal, com a versão eletrônica:
http://www.nsl.org.br

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Muitos de nós fomos levados a acreditar, desde a época escolar, em uma suposta oposição – e até mesmo contradição – entre ciência e fé. Porém, não há conflito, de fato, quando se faz reto uso da razão na tentativa de desvendar os mistérios da natureza, e a vivência da fé. Vejamos o que diz o Papa São João Paulo II, logo no início de sua Carta Encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão), de 1998. “A fé e a razão(...) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. (...)”.

O Papa explica que, do lado da razão, estão a ciência e a filosofia, ou seja: a tentativa do ser humano em tentar entender a natureza e as razões da existência. Deus, porém, vem em nosso auxílio na busca pela verdade, com sua Revelação. Vejamos o Papa diz a respeito: “Em auxílio da razão, que procura a compreensão do mistério, vêm também os sinais presentes na Revelação.” (FR 13). O Papa alerta também para o perigo do racionalismo, quando se despreza a fé; e do fideísmo, quando se despreza a razão: “A razão privada do contributo da Revelação percorre sendas marginais, com o risco de perder de vista a sua meta final. A fé privada da razão põe em maior evidência o sentimento e a experiência, correndo o risco de deixar de ser uma proposta universal.(...)” (FR 48).

Vejamos também um trecho de outro documento da Igreja, a Constituição Pastoral Gaudium et Spes: “(...)a investigação metódica em todos os campos do saber, quando levada a cabo de um modo verdadeiramente científico e segundo as normas morais, nunca será realmente oposta à fé, já que as realidades profanas e as da fé têm origem no mesmo Deus. Antes, quem se esforça com humildade e constância por perscrutar os segredos da natureza, é, mesmo quando disso não tem consciência, como que conduzido pela mão de Deus, o qual sustenta as coisas e as faz ser o que são.” (GS 36).

A Igreja tem santos que eram grandes estudiosos também na investigação das ciências, além da teologia e filosofia. Por exemplo, Santo Tomás de Aquino – um gigante na fé! –, cujos ensinamentos são usados até hoje no estudo da teologia e na formação dos futuros sacerdotes, também enveredava por estudos em ciências naturais. Houve, ao longo da história, diversos sacerdotes e/ou religiosos, que atuaram em ciências, tendo dado grandes contribuições; ainda hoje há outros que se dedicam também aos estudos e pesquisas em ciências. Podemos citar, como exemplo, o Observatório do Vaticano, um observatório astronômico onde o corpo de cientistas é formado por sacerdotes e/ou religiosos!

Portanto, é necessário desmistificar este suposto conflito entre investigação científica e religião; entre o uso da razão e da fé. É necessário divulgar isso para o público, inclusive os mais jovens. Como professamos no Credo, Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, ou seja, de toda a realidade material e espiritual. Logo, não pode haver conflito entre ciência, uso da razão, e fé; não se fizermos reto uso dos dons que Deus nos concede.


Carlos Alexandre F. Jorge,
Integrante do Coral Opus.
 

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Obs. 1: A assinatura ao fim do texto reproduzido consta da publicação no Jornal paroquial "Ecos de Lourdes", para o qual é solicitado identificar a pastoral ou grupo ao qual pertence o autor do texto (à época, eu integrava apenas o Coral Opus).